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No dia 17 de Março de 2006,
a Rádio Renascença, que decidiu promover e apoiar a
iniciativa “Sem Uma Canção – Elvis, Uma História Rock”,
passou durante o dia em vários horários 5 spots publicitários
à peça de teatro e ao Elvis 100%. Como foram vários os
jornalistas que apresentaram nos seus directos o spot gravado
com excertos de uma entrevista feita a Célia Carvalho no dia 15
de Março, cada um fez um texto inicial e de fecho que o
acompanhou de forma diferente. Umas vezes falaram da peça de
teatro, outras vezes do clube. O que se segue é uma transcrição
fidedigna do último spot que passou na rádio, por volta das
20h20.
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Sabe quem é que faria 71 anos se
fosse vivo? E muitos garantem que ainda continua vivo. Estou a
falar de Elvis Presley, inclusivamente há um clube de fãs em
Portugal e uma das fundadoras, Célia Carvalho – o clube chama-se
Elvis 100% - Still Rockin’! – responde a essa pergunta: Afinal,
Elvis morreu ou não?

Direcção do Clube: Carlos Santos, Célia Carvalho, Sandra Santos
e José João Simões.
“Não, ele não morreu. Elvis nunca
vai morrer porque Elvis só vai morrer quando o último fã dele
morrer. E eu acho que isso nunca vai acontecer. Eu tenho 35
anos, tinha 7 quando ele morreu, nem sabia que ele existia
quando morreu, só o descobri dois anos depois, foi-me passado
pela minha mãe. Porque ela diz que eu estava dentro da barriga
dela e já devia gostar dele porque ela adormecia a ouvi-lo a
cantar. Claro que os pais são sempre uma influência e nós, como
pais, também somos influência sobre os nossos filhos porque eles
continuam a ouvir Elvis e gostam também. Temos crianças com 7,
12, 15 anos, que gostam de Elvis. Agora explicar o porquê, isso
é quase impossível, eu própria não sei explicar. Há muitos
artistas, que venderam muitos discos, que ainda estão vivos,
Michael Jackson, por exemplo – que vendeu imenso com o álbum
Thriller – no entanto, e penso que ele é também, pronto, uma
figura que não vai ficar esquecida, mas é assim: Elvis morreu há
quase 30 anos e conheço pessoas que nasceram depois de ele ter
morrido que são fãs dele. Se na altura, quando ele era vivo, as
pessoas se espantavam com isso porque as gerações da idade dele,
e mais velhos e mais novos, gostavam dele, hoje isso é ainda
mais espantoso. E é difícil de responder, senão mesmo
impossível. Porque o próprio Elvis se espantava com isso. Ele,
como era uma pessoa que vinha de origens humildes e sempre
preservou essa humildade, apesar da figura que ele tinha em
palco, espampanante e aquela coisa toda, ele próprio se
espantava e dizia quando via as pessoas todas aglomeradas para
onde quer que ele fosse – muitas vezes sem nunca ter sido
divulgado para onde é que ele ia – estavam lá mesma, ele dizia,
‘Mas o que é isto? I’m just a little guy’ (Eu sou apenas um
homenzinho).”
Elvis Presley, de facto, um
fenómeno muito interessante. Quando morreu, estes jovens que
formam o clube de fãs nem sequer tinham nascido. Se quer
pertencer a este clube de fãs, é muito fácil. Mande-me um email
para José Relvas (deu o endereço de email), e explico-lhe na
volta do mail como integrar o clube de fãs de Elvis Presley em
Portugal.
Nota: Os
nossos agradecimentos ao sócio Daniel Bacelar, que gravou este
spot. E aos jornalistas que tornaram esta publicidade possível:
João Duarte, João Gonçalves e António Freire.
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